Correção de cicatriz: alternativa para minimizar marcas que causam incômodo

A preocupação com a aparência é uma companheira diária para muitas pessoas. Por isso, sinais visíveis decorrentes de algumas feridas cicatrizadas ou geradas por conta de lesões, ferimentos ou até mesmo cirurgias plásticas podem contribuir para o surgimento de marcas na pele. Marcas estas que podem causar incômodo e desconforto, tanto físico quanto social. Mas saiba que existe uma solução que pode melhorar a autoestima de quem sofre com este problema, a correção de cicatriz.

O procedimento, conhecido também como correção cicatricial, é um procedimento cirúrgico que torna a cicatriz mais uniforme com o tom da pele da paciente e a textura circundante, garantindo um resultado estético agradável e contribuindo, assim, para a melhoria da autoestima e do bem-estar com a própria aparência.

O que é uma cicatriz

A cicatriz é resultado inevitável das lesões citadas, ferimentos ou até mesmo cirurgias, mas o seu desenvolvimento pode ser imprevisível. Quase toda cirurgia deixará alguma marca, mas a má cicatrização pode contribuir para o surgimento de cicatrizes desfavoráveis e aparentes, se as recomendações médicas não forem seguidas à risca. Entre os tratamentos possíveis para corrigir uma cicatriz, que pode não ser completamente apagada, estão: tratamentos tópicos, procedimentos minimamente invasivos e revisão cirúrgica, com técnicas avançadas de fechamento da ferida.

Quais os tipos de cicatriz

  • Cicatrizes sutis apresentam descoloração e irregularidades em sua superfície, e podem ser decorrentes da acne excessiva, ferimentos ou lesões leves, ou ainda de incisões cirúrgicas anteriores;
  • Cicatrizes hipertróficas são aglomerados de tecido cicatricial que se desenvolvem no local da cicatrização. Geralmente, são cicatrizes altas, vermelhas e que podem causar desconforto e até mesmo crescerem durante o passar do tempo. Elas podem ser hiperpigmentadas (de coloração mais escura) ou hipopigmentadas (de coloração mais clara);
  • Queloides: estas são as maiores cicatrizes hipertróficas, dolorosas ou com prurido (vontade de coçar) e podem até enrugar. As queloides se estendem para além das bordas de uma ferida ou de uma incisão inicial. Elas podem ocorrer em qualquer parte do corpo, sendo mais presentes em locais onde existe um tecido subjacente, como face, pescoço, orelhas e ombros;
  • Contraturas são cicatrizes que restringem a movimentação por conta da junção da pele e do tecido subjacente durante a cicatrização. Acontecem quando existe uma grande quantidade de tecido afetada, como por exemplo, após uma queimadura grave. As contraturas também podem se formar na junção da ferida com a articulação, o que pode restringir severamente o movimento de dedos, cotovelos, joelho, braços e pescoço.

Como é feita a correção cicatricial

Antes de tudo, é importante ressaltar que o grau de melhora com a correção cicatricial vai depender muito da gravidade, tipo, tamanho e localização da cicatriz que será corrigida. É possível que uma única técnica garanta uma melhora considerável, porém, dependendo da extensão da mesma, o cirurgião responsável poderá utilizar uma combinação de técnicas para atingir o melhor resultado possível. Os principais tratamentos são:

Tratamentos tópicos utilizam géis, fitas ou compressão externa para auxiliar no fechamento das feridas, na cicatrização, ou ainda para diminuir a capacidade da pele de produzir o pigmento irregular. Estes produtos podem ser utilizados no tratamento de cicatrizes superficiais existentes.

Tratamentos injetáveis são, na maioria das vezes, utilizados para preencher as cicatrizes reduzidas, com resultados que podem durar de três meses a até vários anos, dependendo da substância utilizada. Uma das possibilidades de utilização é a aplicação de esteroides baseados em compostos que reduzem a formação de colágeno, alterando assim a aparência, tamanho e tecido da cicatriz.

Tratamentos de superfície são os mais utilizados para melhorar a estética de uma cicatriz, com métodos que suavizam irregularidades da superfície e reduzem a pigmentação irregular. São, ainda, um meio controlado de remoção mecânica das camadas superiores. Dentro desta categoria de tratamento, as principais opções são:

  • Dermoabrasão: ajuda a refinar as camadas superficiais da pele, por meio de um método controlado de raspagem cirúrgica;
  • Soluções de peeling químico: penetram na superfície de pele, para suavizar irregularidades na textura e na cor;
  • Laser ou terapia leve: causa alterações na superfície da pele, o que garante uma pele nova e saudável no local da cicatriz;
  • Agentes clareadores da pele: medicamentos aplicados para clarear a pele.

Outros métodos

Cicatrizes mais profundas podem demandar incisões cirúrgicas para remover parte dessa cicatriz. E o fechamento destas incisões é feito, frequentemente, em camadas. Em um primeiro momento, é necessário um fechamento subcutâneo com suturas absorvíveis ou não removíveis. Técnicas para este fim incluem o fechamento do retalho para reposicionar a cicatriz, fazendo com que a mesma fique menos visível, ou ainda para melhorar a flexibilidade no local em que a contratura restringe a movimentação. Substitutos farmacêuticos de tecido podem ser utilizados para fechar uma excisão da cicatriz.

Outra técnica é a expansão do tecido, capaz de substituir enxertos de pele. O procedimento consiste em utilizar um balão inflável (expansor do tecido), colocado sob a pele perto do local da cicatriz, preenchido lentamente com uma solução estéril para expandir a área de pele saudável. Quando a pele for esticada o suficiente, o expansor e a cicatriz são removidas, e na sequência a pele é movida para substituir o tecido cicatricial.

A recuperação no período pós-operatório vai depender do tipo de procedimento escolhido em conjunto entre paciente e médico, e o resultado vai depender diretamente do cumprimento de todas as exigências do cirurgião especialista. Já os resultados podem levar de semanas a meses para se tornarem aparentes, dependendo, claro da extensão do tratamento e da cicatriz tratada.

Recomendações importantes

Antes de cogitar a possibilidade de se submeter a uma cirurgia plástica para fins de estética ou saúde, é fundamental buscar um profissional licenciado pelo conselho de medicina local e que também faça parte da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, a SBCP, para qualquer procedimento que venha a ser realizado. Clique aqui e tenha acesso aos cirurgiões cadastrados.

Pesquise minuciosamente sobre o cirurgião escolhido e, ao iniciar o processo que culminará com a cirurgia, não omita nenhuma informação sobre seu histórico médico, além de elucidar todas as dúvidas sobre os riscos e o alcance do procedimento em questão. Tenha em mente que toda e qualquer dúvida é importante. Acesse e conheça os passos para uma cirurgia plástica segura.

Outras Notícias