Cura para a enxaqueca?

Finalmente uma nova terapia, minimamente invasiva, promete fim à enxaqueca para quem não responde mais aos vários tratamentos.

A técnica, que foi aperfeiçoada por dois anos no departamento de “Cirurgia da Pele e anexos, minimamente invasiva, regeneradora e plástica” de um hospital universitário de Parma, consiste em seccionar pequenos músculos situados na região frontal ou occipital com uma só incisão de poucos centímetros no couro cabeludo e a utilização de um endoscópio para estimular os nervos que são gatilhos para as crises de enxaqueca.

Os resultados foram descritos em um artigo no último número do periódico científico The Journal of Craniofacial Surgery por Edoardo Raposio, da seção de Cirurgia Plástica do Departamento de Ciências Cirúrgicas da Universidade de Parma, na Itália.

A intervenção, feita com anestesia local e com internação de um dia apenas, dura cerca de duas horas e o percentual de sucesso, isto é, o total desaparecimento dos sintomas ou diminuição importante da frequência, duração e gravidade das crises foi de aproximadamente de 90% nos pacientes tratados.

A enxaqueca atinge cerca de 12% da população mundial, com uma incidência maior na quarta década de vida e atinge mais frequentemente as mulheres.
É uma doença de caráter hereditário, nos sujeitos predispostos às crises que podem durar de algumas horas a vários dias.

Fatores como cigarro, cansaço, estresse, álcool e alguns alimentos podem ser considerados gatilhos e podem ser precedidos de alguns sintomas visuais ou sensitivos. Os sintomas consistem em uma dor pulsante em um ou nos dois lados da cabeça, náuseas, fadiga e hipersensibilidade à luz.
Fonte: iG Saúde

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