Reconstrução mamária

Reconstrução mamária, devolvendo às mulheres a alegria de viver. Para muitas mulheres, a busca por um corpo belo e bem definido, torneado e esbelto, é um objetivo de vida que demanda esforço diário. Dietas, alimentação saudável, prática de exercícios, tudo para sentir-se bem com o próprio corpo e poder vestir tudo aquilo que quiser.  Uma das regiões que mais deixam mulheres insatisfeitas com a aparência é a região dos seios, por tratarem-se de um símbolo feminino e serem importantes não somente para a autoestima e a sexualidade da mulher, como também para a amamentação em mulheres grávidas.

É por isso que o seu acometimento, seja por qual motivo for, causa uma reação muito forte. Seja motivado por algum acidente ou ainda pelo câncer de mama, o fato de perceber que a mama nunca mais será a mesma, e que possivelmente deverá ser removida, pode desencadear traumas e sequelas com consequências tanto físicas quando psicológicas, comprometendo severamente a sua qualidade de vida.

A importância do diagnóstico precoce do câncer de mama contribui ativamente para a diminuição de suas consequências, mas mesmo assim, aproximadamente 60 mil novos casos surgem no Brasil a cada ano.

Porém, como diversas outras áreas da medicina, as especialidades da cirurgia plástica evoluíram muito com o passar dos anos, proporcionando a mulheres acometidas por algum tipo de perda mamária recuperar a sua forma e, com isso, a autoestima e a qualidade de viver. Tudo isso é possível com a reconstrução mamária.

O que é a reconstrução mamária

Reconstrução mamária é um procedimento que utiliza diferentes técnicas da cirurgia plástica para restaurar as mamas em relação a elementos como aparência, forma, tamanho, posição e simetria, principalmente após a realização de uma mastectomia, procedimento que promove a remoção total da mama. A mastectomia é bastante comum em pacientes com câncer de mama em estágios avançados de desenvolvimento, onde a mama deve ser removida para evitar ainda mais complicações ao seu corpo.

Com a reconstrução mamária, é possível recuperar o bem-estar e a qualidade de vida das pacientes, devolvendo a elas a segurança de poder se sentir bem com o próprio corpo novamente. O procedimento pode ser realizado logo após a retirada de um tumor, mas não é uma regra. É importante que a paciente se sinta preparada para a operação, pois situações extremas como esta podem provocar abalos psicológicos que deverão ser acompanhados por um profissional da área, além, é claro, da reabilitação normal do tratamento do câncer de mama.

Encontre um cirurgião apto a realizar o procedimento

Para as pacientes que desejam realizar uma reconstrução mamária, o primeiro passo é procurar um cirurgião que seja devidamente habilitado pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP). Veja aqui a lista de médicos habilitados. Isto é importante não somente para este procedimento, como também para qualquer operação plástica que vise alterar alguma forma do seu corpo. Um profissional habilitado, capacitado e especializado garante ao paciente mais segurança e tranquilidade, ao saber que uma pessoa com competência técnica reconhecida estará responsável pela condução da cirurgia.

Como é o procedimento

Tendo cumprido todos os pré-requisitos acordados com o cirurgião plástico que fará a cirurgia, a operação pode ser realizada através de diversas técnicas, todas elas seguras e com resultados garantidos. Por se tratar de um procedimento delicado, será necessário realizar uma anestesia geral na paciente, com sedação, para que o trabalho da equipe médica possa ser realizado sem contratempos.

O tempo de duração de uma reconstrução mamária é muito variável, pois depende diretamente do tipo de reconstrução que será realizada. As técnicas mais comuns utilizam retalhos com gordura, músculo e pele da própria paciente para moldar ou cobrir o local da mama, evitando assim o risco de rejeição.

As principais técnicas utilizadas pelos profissionais de cirurgia plástica são:

TRAM

Utiliza o músculo cutâneo transverso do reto abdominal (TRAM) para formar o retalho, retirando também um pouco da gordura e pele para reconstruir a glândula mamária. Para isso, é preciso que a paciente possua tecido suficiente para esta reconstrução;

DIEP

Utiliza o retalho livre da artéria epigástrica inferior perfurante profunda (DIEP), com gordura e pele da região abdominal abaixo do umbigo. É uma das técnicas mais utilizadas hoje em dia, graças ao menor tempo de internação e recuperação após o período cirúrgico;

SGAP

Utilizam tecidos do tórax posterior (superior gluteal artery perforator flap) ou da nádega. Esta técnica não utiliza músculo.

Além disso, uma alternativa e que pode servir de complemento às técnicas acima descritas é o implante mamário, que utiliza próteses de silicone para dar mais volume e sustentação. Porém, é importante lembrar que a aplicação de implantes requer a expansão do tecido na região das mamas, para que as próteses possam ser acomodadas com perfeição. Esta etapa do tratamento pode durar até seis meses, e será necessário um acompanhamento constante da sua evolução, em diversas sessões para encher o expansor, servindo como um implante temporário que irá preparar a pele para receber o implante definitivo com perfeição. Após o procedimento realizado pelo cirurgião, com a técnica previamente acordada com a paciente, são realizados enxertos, somado a técnicas para a reconstrução do mamilo e da aréola.

Recuperação, fundamental para o melhor resultado

Entre a comunidade médica, a recuperação é um consenso: ela é tão importante para o sucesso de uma cirurgia do que a própria cirurgia em si. Isto acontece porque é nesta fase que o corpo começa a se acostumar às novas formas. Após a realização de uma reconstrução mamária, a paciente deve ficar internada por um período de um a até três dias, para que uma equipe médica especializada acompanhe os primeiros momentos da aceitação da paciente com o tratamento, providenciando ainda os primeiros cuidados. Estes cuidados devem ser seguidos à risca para uma correta recuperação e consequente satisfação com os resultados.

Após a cirurgia, a paciente deverá utilizar bandagens elásticas para diminuir o inchaço da região e também contribuir para a sustentação das novas mamas, para não forçar tanto a região operada como também a coluna. Cada tipo de reconstrução possui suas peculiaridades, portanto, é muito importante manter contato com seu cirurgião plástico e seguir corretamente suas orientações, para evitar complicações e otimizar os resultados.

Devolvendo a autoestima para a sua vida

Pacientes que lidam bem com o diagnóstico do câncer de mama e seu tratamento, ou que estejam adaptadas após um trauma, mas que ainda sintam necessidade de reconstruir suas mamas, são perfeitas para este procedimento, sabendo dosar sua expectativa de melhora com as possibilidades de resultados que podem ser alcançados. Como o aspecto emocional envolvido é muito grande, é fundamental a paciente sentir-se pronta para este processo.

Agende uma consulta sem compromisso e vamos conversar com transparência e analisar como reconstrução mamária pode ser um procedimento que trará benefícios para a sua vida.

Siga.

  • Lidar bem com seu diagnóstico e tratamento.
  • Não tem condições médicas ou doenças que possam prejudicar a cicatrização.
  • Tem visão positiva e expectativa realista quanto ao resultado da reconstrução e da imagem corporal.

A reconstrução mamária envolve diversos procedimentos, realizados em múltiplos estágios, podendo ser realizada ao mesmo tempo em que uma mastectomia ou adiada até a recuperação da operação e do tratamento adicional contra o câncer. É importante que você se sinta pronta, devido ao aspecto emocional envolvido no procedimento, pois é possível que demore um tempo para você aceitar os resultados da operação.

Utilize esta lista de perguntas como um guia durante sua consulta.

  • Você é especialista registrado na Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica?
  • Você foi treinado, especificamente, no campo da Cirurgia Plástica?
  • Quantos anos de treinamento você possui?
  • Onde e como o procedimento será realizado?
  • A instalação do centro cirúrgico de seu consultório é autorizada pela Vigilância Sanitária?
  • Sou um bom candidato para este procedimento?
  • Qual a técnica cirúrgica mais recomendada para o meu caso?
  • O que eu posso fazer para que os melhores resultados sejam obtidos?
  • Qual o tempo de recuperação e que tipo de ajuda irei precisar neste período?
  • Quais os riscos e complicações associados ao procedimento?
  • Caso ocorram, como as complicações são tratadas?